19.10.09

Diogo Cão




DIOGO CÃO

(português)




Diogo Cão foi um explorador Português e um dos navegadores mais notáveis da época de ouro dos descobrimentos, que fez duas viagens com vela ao longo da costa oeste da África na década de 1480. Ele é bem conhecido em Angola, porque o país era uma colónia de portuguesa, continuando com fortes laços com Portugal.
Ele nasceu em Vila Real, a meio do século XV, em 1450, filho ilegítimo de Álvaro Fernandes / Gonçalves Cão, Fidalgo da Casa Real, ele próprio filho ilegítimo de Gonçalo Cao. Ele foi o primeiro europeu conhecido a entrar no rio Congo e a explorar a costa Oeste Africana, entre o Cabo de Santa Catarina e o Cabo Cruz, quase desde o equador até Walvis Bay. Quando o Rei D. João II de Portugal reviveu a obra de D. Henrique, o Navgador, ele enviou Cão ao litoral Africano ainda mais além do equador. A boca do estuário do Congo foi então descoberto (talvez em Agosto de 1482), e sinalizado com um Padrão, ou pilar de pedra (ainda existente, mas em ruínas) erigida em Shark Point, atestando a soberania de Portugal. O grande rio foi também explorado numa curta distância, e toram estabelecidas relações com os nativos do reino Bakongo. Seguidamente Cão navegou para Sul ao longo da actual Angola e elevou um segundo pilar, provavelmente marcando o fim desta viagem, no Cabo de Santa Maria (no Monte Negro destes primeiros visitantes). Provavelmente regressou a Lisboa no início de Abril de 1484, quando D. João II adradecido, fez dele um Cavaleiro e concedeu-lhe uma anuidade e uma condecoração (8 de abril de 1484 e 14 de abril de 1484). No regresso, ele descobriu a ilha de Annobon. Diogo Cão na sua segunda viagem de 1484 a 1486, pode ter sido acompanhado por Martin Behaim (citado nas cartas de Nuremberga de 1492), mas sabemos que o explorador revisitou o Congo e construiu dois Padrões em locais mais distantes daqueles alcançados na sua viagem anterior, o primeiro em Monte Negro, o segundo em Cabo Cruz, este último provavelmente marcando o fim de seu progresso para o sul, avançando mais 1.400 quilómetros. Ele navegou pelo rio Congo, que considerava como a estrada de acesso para o reino do Preste Joao acima da região de Matadi. Lá, em Outubro ou Novembro de 1485, perto das cataratas de Ielala, Diogo Cão deixa uma inscrição gravada em pedra, o que atesta a sua passagem com os seus homens: "Aqui chegaram os navios do esclarecido Rei D. João II de Portugal - Diogo Cão, Pero Anes, Pero da Costa. "
De acordo com uma autoridade (uma legenda no mapa de Henricus 1489 Martellus Germano), Cão morreu ao largo do Cabo Cruz, mas João de Barros e outros dizem que voltou ao Congo, tendo daí enviado nativos para Portugal. Os quatro Padrões, erigidos por Diogo Cão nas suas duas viagens foram descobertos no local, e as inscrições em dois deles, o do Cabo de Santa Maria e o do Cabo da Cruz, datados de 1482 e 1485, respectivamente, estão assinalados nos respectivos locais. O Padrão do Cabo da Cruz está agora em Kiel (substituído no local por um fac-símile de granito); aqueles do estuário do Congo e mais ao sul do Monte Negro estão no Museu da Sociedade de Geografia de Lisboa.

Obtido em: http://en.wikipedia.org/wiki/Diogo_C%C3%A3o







DIOGO CÃO

(english)



Diogo Cão was a Portuguese explorer and one of the most remarkable navigators of the golden age of the discoveries, who made two voyages sailing along the west coast of Africa in the 1480s. He is well known in Angola, because of him the country was a Portuguese colony & has close ties with Portugal.
He was born in Vila Real
, at the middle of the 15th century. 1450, the illegitimate son of Álvaro Fernandes/Gonçalves Cão, Fidalgo of the Royal Household, himself the illegitimate son of Gonçalo Cão.
He was the first European known to sight and enter the Congo River
and to explore the West African coast between Cape St. Catherine and Cape Cross almost from the equator to Walvis Bay. When King John II of Portugal revived the work of Henry the Navigator, he sent out Cão to open up the African coast still further beyond the equator. The mouth and estuary of the Congo was now, discovered (perhaps in August 1482), and marked by a Padrão, or stone pillar (still existing, but only in fragments) erected on Shark Point, attesting the sovereignty of Portugal; the great river was also ascended for a short distance, and intercourse was opened with the natives of the Bakongo kingdom. Cão then coasted down along the present Angola (Portuguese West Africa), and erected a second pillar, probably marking the termination of this voyage, at Cape Saint Maria (the Monte Negro of these first visitors). He certainly returned to Lisbon by the beginning of April 1484, when John II ennobled him, made him a cavaleiro (knight) of his household (he was already an escudeiro or esquire in the same), and granted him an annuity and a coat of arms (April 8, 1484 and April 14, 1484). In the return he discovered the Island of Annobón.
That Cão, on his second voyage of 1484-1486, was accompanied by Martin Behaim
(as alleged on the latters Nuremberg globe of 1492) is very doubtful; but we know that the explorer revisited the Congo and erected two more pillars beyond the furthest of his previous voyage, the first at another Monte Negro, the second at Cape Cross, this last probably marking the end of his progress southward, advancing 1,400 more kilometers. He raised the river Congo which he considered as the access road towards the realm of the priest Jean up to the neighborhood of the site of Matadi. There, in October or November, 1485, near the falls of Ielala, he leaves a inscription engraved on the stone which testifies of its passage and that of his men : " Aqui chegaram os navios do esclarecido rei D.João II de Portugal - Diogo Cão, Pero Anes, Pero da Costa." (" Here arrived the ships of king John II of Portugal – Diogo Cão, Pero Anes, Pero da Costa”.)
According to one authority (a legend on the 1489 map of Henricus Martellus Germanus
), Cão died off Cape Cross; but João de Barros and others make him return to the Congo, and take thence a native envoy to Portugal. The four pillars set up by Cão on his two voyages have all been discovered in situ, and the inscriptions on two of them from Cape Santa Maria and Cape Cross, dated 1482 and 1485 respectively, are still to be read and have been printed; the Cape Cross padrão is now at Kiel (replaced on the spot by a granite facsimile); those from the Congo estuary and the more southerly Monte Negro are in the Museum of the Lisbon Geographical Society.


From:
http://en.wikipedia.org/wiki/Diogo_C%C3%A3o








DIOGO CÃO



(lietuviškai)

Diogo Cão – portugalų tyrinėtojas ir vienas garsiausių atradėjų atradimų aukso amžiuje. Jis surengė dvi ekspedicijas išilgai vakarinės Afrikos pakrantės 1480-aisiais. Jis gerai žinomas Angoloje, kadangi jo nuopelnu ši šalis buvo Portugalijos kolonija bei įgavo artimą ryšį su portugalų kultūra.
Diogo gimė Vila Real 15 a. viduryje, ~1450 m. Jis buvo nesantuokinis Álvaro Fernandes vaikas.
Diogo Cão buvo pirmasis žinomas europietis, suradęs, pamatęs Kongo upę ir apie tai paskelbęs. Taip pat jis ištyrinėjo vakarinę Afrikos pakrantę tarp Šv. Katerinos iškyšulio ir Kryžiaus kyšulio. Vėliau Portugalijos karalius pasiuntė Cão į Afrikos pakrantę dar toliau už pusiaujo.
Kongo ištakos ir žiotys buvo pažymėtos Padrão (greičiausiai rugpjūčio mėn. 1482 m.). Akmeninė kolona, iškelta ant Ryklio smaigalio, pažymėjo Portugalijos suveneritetą. Kongo upė taip pat buvo puiki susisiekimo priemonė su Bakongo karalystės vietiniais gyventojais.
Cão, bekeliaudamas išilgai dabartinės Angolos, pastatė antrąją koloną Šv. Marijos iškyšuly, kuri greičiausiai pažymėjo jo kelionės užbaigimą. Į Portugaliją Cão greičiausiai grįžo apie 1484 balandžio mėnesio pradžioje. Tada karalius Jonas II apdovanojo garsųjį keliautoją ir netgi suteikė jam karališkosios šeimos riterio titulą. Taip pat jam buvo garantuota kasmetinė renta.
Yra teigiama, jog Cão per antrą savo ekspediciją 1484 - 1486 buvo lydimas Martino Behaimo – kas yra labai abejotina.
Žinoma, jog tyrinėtojas tuomet dar kartą aplankė Kongo upę ir pastatė dar dvi kolonas: pirmą – Monte Negro, o antrąją – Kryžiaus kyšuly, tai galbūt pažymėjo jo kelionių į pietus baigtį.
Jis išgarsino Kongo upę, kuri, jo manymu, buvo susisiekimo priemonė su kunigo Jeano parapija šalia Matadi. Čia spalį ir lapkritį 1485 šalia Ielala krioklių jis paliko įrašą akmenyje, kuris liudija apie jo kelionę ir jo vyrus: „ Čia atvyko Portugalijos karaliaus Jono II laivas su įgula: Diogo Cão, Pero Anes, Pero da Costa.
Pasak vieno autoriaus, Cão mirė Kryžiaus kyšuly, bet João de Barros ir kiti grąžino jį į Kongą, o iš ten paimė vietinį pasiuntinį į Portugaiją.
4 Cão pastatytos kolonos per dvi jo ekspedicijas, įrašai akmenyse Šv. Marijos bei Kryžiaus kyšuliuose (1482 ir 1485 atitinamai) vis dar skaitomi ir yra atspausdinti. Nemažai išlikusių vertingų radinių yra saugomi Lisabonos geografijos draugijos muziejuje.



Iš: http://en.wikipedia.org/wiki/Diogo_C%C3%A3o






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Duarte Pacheco Pereira

Duarte Pacheco Pereira

Duarte Pacheco Pereira (Lisboa,? — 1533) foi um navegador, militar e cosmógrafo português. Filho de João Pacheco e Isabel Pereira nasceu em Lisboa (afirma-se ainda que em Santarém) entre 1443 e 1450.Tendo fugido para a Espanha, retornou à época da Crise de 1383-1385, apoiando o Mestre de Avis, com quem conseguiu recuperar todos os seus bens, tornando-se um dos conselheiros do novo monarca.

Em 1455 encontra-se Duarte Pacheco letrado, recebendo uma bolsa de estudos do monarca. Cavaleiro da casa de D. João II (1481-1495), contrariamente à tradição é pouco provável que tenha ido em 1482 a São Jorge da Mina, onde Diogo de Azambuja iniciava a construção do Feitoria de São Jorge da Mina. De acordo com a obra Décadas da Ásia, do cronista João de Barros, na viagem de retorno do cabo da Boa Esperança, em 1488, Bartolomeu Dias, encontrou-o gravemente doente na ilha do Príncipe e levou-o para Portugal.

Em 1498 D. Manuel I encarregou-o de uma expedição secreta, organizada com o objectivo de reconhecer as zonas situadas para além da linha de demarcação de Tordesilhas, expedição que, partindo do Arquipélago de Cabo Verde, se acredita teria culminado com o descobrimento do Brasil, em algum ponto da costa entre o Maranhão e o Pará, entre os meses de Novembro e Dezembro desse mesmo ano. Dali, teria acompanhado a costa Norte, alcançando a foz do rio Amazonas e a ilha do Marajó.

É, assim, o primeiro roteiro de navegação português a mencionar a costa do Brasil e a abundância de pau-brasil (Caesalpinia echinata), nela existente. No Atlântico Sul, entre as ilhas oceânicas, apresenta, com suas "ladezas" (latitudes) conhecidas à época.

Em 1511 comandou uma frota enviada em socorro a Tânger, sob cerco das forças do Rei de Fez. Desposou no ano seguinte a D. Antónia de Albuquerque que recebe do Rei um dote de 120.000 reais, que lhe será entregue em fracções, até 1515.

Em 1519 foi nomeado capitão e governador de São Jorge da Mina, onde serviu até 1522. Veio sob prisão para Portugal por ordem de D. João III pela acusação de contrabando de ouro, embora actualmente ainda não se conheçam os reais motivos de tal decisão do monarca.

A lenda de Duarte Pacheco Pereira desenvolveu-se após a sua morte. Luís de Camões, n'Os Lusíadas chama-lhe Grão Pacheco Aquiles Lusitano. Mais tarde, no século XVII, Jacinto Cordeiro consagrou-lhe duas comédias bastante longas em castelhano e, Vicente Cerqueira Doce, um poema em dez cantos, de que se perdeu o rasto.

Ele é o autor do Esmeraldo de situ orbis, obra que ficou incompleta e que constitui um roteiro comentado das costas ocidental e oriental de África.

De acordo com um de seus mais importantes biógrafos, o historiador português Joaquim Barradas de Carvalho, que viveu exilado no Brasil na década de 1960, Duarte Pacheco foi um génio comparável a Leonardo da Vinci.

Duarte Pacheco Pereira

Duarte Pacheco Pereira, (Lisbon ? — 1533) called the Great, was a 15th century Portuguese sea captain, soldier, explorer and cartographer. Son of João Pacheco and Isabel Pear was born in Lisbon (he affirms in Santarém) between 1443 and 1450. Having run away for Spain, he returned to the time of the Crisis of 1383-1385, supporting the Master of Avis, with who obtained to recoup all its goods, becoming one of the council members of the new monarch.

In his youth he served as the King of Portugal's personal squire. In he year of 1455, having graduated with honors, he was awarded a study fellowship from the monarch himself. Later on, in 1488 he explored the west coast of Africa. His expedition fell ill with fever and lost their ship. Pacheco Pereira was rescued from the island of Príncipe in the Gulf of Guinea by Bartolomeu Dias when Dias was returning from rounding the Cape of Good Hope for the first time.

The knowledge he collected from Dias expedition as well as his own explorations granted him the post of official geographer of the Portuguese monarch, who lived in Lisbon (1490). In 1494 he signed the Pope-sanctioned Treaty of Tordesillas, which shared the non-Christian world between Portugal and Spain.

In 1498 D. Manuel I puted him in charge it of a private expedition, organized with purpose to recognize the situated zones beyond the line of landmark of Tordesilhas, expedition that, started from the Archipelago of Green Handle, finished with the discovery of Brazil, in some point of the coast between the Maranhão and Pará, exactly enters the months of November and December of this year. From there, it would have followed the North coast, reaching the estuary of the river Amazon and the island of the Marajó.

It is, thus, the first script of Portuguese navigation to mention the coast of Brazil and the abundance of wood-Brazil (Caesalpinia echinata), in existing it. In the South Atlantic, between the oceanic islands, it presents, with its " ladezas" (latitudes) known to the time.

In 1511 he commanded a fleet sent in aid Tânger, under the forces of the King of Made. He married in the following year the Dna. Antónia de Albuquerque that receives from the King one endows with 120.000 Reals, that will be delivered to her in factions, up to 1515.

In 1519 he was nominated as captain and governor of the São Jorge of the

Mine, where he served up to 1522. After awhile he was under arrested for Portugal in order of D. João III for the gold contraband accusation, even so currently not yet knows the real reasons of such decision of the monarch.


The legend of Duarte Pacheco Pear tree developed after his death. Luis of Camões, n' The Lusíadas calls him Supreme Pacheco to it Aquiles Lusitano. Later, in century XVII, Jacinth Lamb consecrated two sufficiently long comedies to him in Castilian and, Vicente Cerqueira Candy, a poem in ten songs, about how he lost the track.

He is author of the Esmeraldo of situ orbis, work that was incomplete and which constitutes of the commented scripts about the occidental coasts of Africa.

According to one of its most important biographers, Portuguese historian Joaquim Barradas de Carvalho, who lived in exile in Brazil in the 1960s, said that Duarte Pacheco was a genius comparable to Leonardo da Vinci.



Duarte Pacheco Pereira

Duarte Pacheco Pereira (Lisabonoje? - 1533) vadintas Didžiuoju, buvo 15 amžiaus Portugalijos jūrų kapitonas, kareivis, tyrinėtojas ir kartografas. Sūnus João Pacheco ir Isabel Pear gimė Lisabonoje (Santarém) tarp 1443 ir 1450. Pabėgęs iš Ispanijos, jis sugrįžo į Krizės laikus 1383-1385, palaikydamas Meistrą Avis, su tuo, kas gavo, kad kompensuotų visas jos prekes, tapdamas vienu iš naujų monarcho tarybos narių.

Jaunytsėje jis tarnavo kaip Portugalijos Karaliaus asmeninis ginklanešys . 1455 metais, gavęs diplomą su pagyrimu, jį apdovanojo studijavimo draugija iš monarcho savarankiškai. Vėliau, 1488 jis ištyrė Afrikos vakarinę pakrantę. Jo ekspedicijos nariai susirgo karštine ir prarado laivą. Pacheco Pereira buvo išgelbėtas Príncipe saloje Gvinėjos įlankoje, jį išgelbėjo Bartolomeu Dias, kai Dias sugrįžo iš Gerosios vilties kyšulio apiplaukdamas jį pirmą kartą.

Žinios, kurias jis surinko iš Dias ekspedicijos taip pat ir iš savų tyrinėjimų suteikė jam pažymą kaip oficialaus geografo Portugalijos monarcho, kuris gyveno Lisabonoje (1490). 1494 jis pasirašė Popiežiaus sankcionuotą Sutartį Tordesillas, kuris dalinosi nekrikščionišku pasauliu tarp Portugalijos ir Ispanijos

1498 D. Manuel I padarė jį atsakingu už privačią ekspediciją, organizuotos su tikslu atpažinti išdėstytas zonas už linijos orientyro Tordesilhas, ekspedicija, kuri pradėta nuo Salyno Žalios Rankenos, baigtos su Brazilijos atradimu, nuo vieno pakrantės taško tarp Maranhão ir Pará, tiksliai įeina į lapkričio ir šių metų gruodžio mėnesius. Nuo ten, tai būtų sekę Šiaurės pakrantę, siekiant Amazonės upės žiotis upės ir Marajó salą.

Tai yra, pirmas portugalų įrašas, kuris paminėtų Brazilijos pakrantę ir brazilijos medienos gausą (Caesalpinia echinata), egzistuojant. Pietų Atlante, tarp okeaninių salų, tai pristatoma, kaip jo "ladezas" (platumos).

1511 jis komandavo flotilei, nusiųstai padėti Tânger, tai vyko Karaliaus pavedimu. Kitais metais jis vedė Dna. Antónia de Albuquerque, kuri gaudavo iš Karaliaus 120.000 realiju, kuriuos tieks jai frakcijose, iki 1515.

1519 jis buvo paskirtas kaip kapitonas ir São Mano Jorge gubernatorius, kur jis tarnavo iki 1522. Po to, kai kurį laiką jis buvo po suimtas Portugalijos tvarka pagal D. João III nurodymą dėl aukso kontrabandos, tačiau dar ir šiuo metu niekas nežino tikrų priežasčių apie tokį monarcho sprendimą.

Legenda apie Duarte Pacheco Pear medį, vystoma ir po jo mirties. Luis Camões, n' Lusíadas vadina jį Aukščiausiu Pacheco į tai Aquiles Lusitano. Vėliau, XVII, Jacinth Lamb paskyrė dvi pakankamai ilgas komedijas jam Kastilijos gyventojo ir, Vicente Cerqueira Candy, poema susidaro iš dešimt dainų, apie tai, kaip jis pasiklydo.

Jis yra autorius Esmeraldo situ orbis, darbo, kuris buvo neužbaigtas ir kuris sudaro iš patvirtintų raštų apie vakarines Afrikos pakrantes.

Pagal vieną svarbiausių biografų, Portugalijos istoriko Joaquim Barradas de Carvalho, kuris buvo ištremtas į Braziliją 1960-aisiais, pasakė, kad Duarte Pacheco buvo genijus, lyginant su Leonardo da Vinčiu.

http://en.wikipedia.org/wiki/Duarte_Pacheco_Pereira

http://purl.pt/162/1/brasil/12_pacheco_esmeraldo.html



Afonso de Albuquerque

Afonso de Albuquerque
(by Gintare Z)











Afonso de Albuquerque was born in 1453 in Alhandra (near Lisbon, Portugal). He was a Portuguese fidalgo (nobleman), a naval general officer whose military and administrative activities as second governor of Portuguese India conquered and established the Portuguese empire in the Indian ocean. He is generally considered a world conquest military genius: A. de Albuquerque attempted to close all the Indian ocean naval passages to the Atlantic, Red Sea, Persian Gulf, and to the Pacific, transforming it into a Portuguese mare clausum. It was supposed to be established over the Turkish power and their Muslim and Hindu allies.

Afonso de Albuquerque was responsible for building numerous fortresses, established a net of diplomatic relations. Shortly before his death he was awarded viceroy and "Duke of Goa" by king Manuel I of Portugal, being the first Portuguese duke not from the royal family, and the first Portuguese title landed overseas. For some time he was known as The Great, The Caesar of the East, Lion of the Seas and as The Portuguese Mars. He died in 1515, in Goa.

An exquisite and expensive variety of mango, that A.de Albuquerque used to bring on his journeys to India, has been named in his honour, and is today sold throughout the world as Alphonso mangoes.


Afonso de Albuquerque gimė 1453m., Alhandroje (netoli Lisabonos, Portugalija). Jis buvo portugalų fidalgas (bajoras), vyriausiasis jūrų karininkas, kuris kaip antrasis Portugalų Indijos gubernatorius karine ir administracine veikla užkariavo ir Indijos vandenyne įsteigė portugalų kolonijinę imperiją. Jis laikomas pasauliniu užkariavimo genijumi: A.de Albuquerque siekė užkirsti visus jūrinius kelius Indijos vandenyne, vedančius į Raudonąją jūrą, Persijos įlanką, Atlanto ir Ramųjį vandenynus , paverčiant tai portugalų mare clausum. Tai turėjo būti įgyvendinta panaudojant Turkijos galią bei musulmonų ir indų sąjungas.

Afonso de Albuquerque buvo atsakingas už daugelio tvirtovių statymą, sukūrė tikrą diplomatinių ryšių tinklą. Prieš pat mirtį Portugalijos karalius Manuelis I jam suteikė karaliaus vietininko ir Gojos kunigaikščio titulus. A. de Albuquerque tapo pirmuoju portugalų kunigaikščiu, kuris nebuvo kilęs iš kilmingos šeimos, taip pat pirmą kartą buvo suteiktas titulas, asmeniui gyvenančiam užjūryje. Kurį laiką jis buvo žinomas kaip Didysis, Rytų Cezaris, Jūrų Liūtas ir Portugalų Marsas. A. de Albuquerque mirė 1515 m. ,Gojoje.

Rinktiniai ir savo gausa bei įvairove pasižymintys mango vaisiai, kuriuos A.de Albuquerque gabendavo savo kelionėse po Indiją dabar jo garbei pavadinti Alfonso mangais ir parduodami visame pasaulyje.


Afonso de Albuquerque nasceu em 1453 em Alhandra (perto de Lisboa, Portugal). Ele era um fidalgo e general na Marinha Portuguesa cujas actividades militares e administrativas como Vice-Governador da Índia conquistaram e estabeleceram o Império Colonial Português no Oceano Índico. Ele é considerado um génio mundial na conquista militar: Afonso de Albuquerque tentou fechar todas as passagens marítimas de ligação do Oceano Índico com o Oceano Atlântico, com o Mar Vermelho, com o Golfo Pérsico e com o Oceano Pacífico, transformando o Índico num Mare Clausum Português. Era suposto isto ter sido estabelecido afastando o poder Turco e dos seus aliados Muçulmanos e Hindus.

Afonso de Albuquerque foi responsável pela construção de inúmeras fortalezas e pelo estabelecimento de relações diplomáticas. Pouco antes da sua morte foi-lhe atribuído pelo Rei D. Manuel I o título de Vice-Rei e de “Duque de Goa”, tornando-se o primeiro duque que não descendia da família Real e o primeiro título atribuído fora de Portugal. Durante algum tempo foi conhecido como “O Grande”, “O César do Oriente”, “Leão dos Mares” e “O Marte Português”. Faleceu em 1515 em Goa.

A uma rara e dispendiosa variedade de manga, que Afonso de Albuquerque costumava trazer das suas viagens à Índia, foi dado, em sua honra, o seu nome e hoje é vendida pelo mundo como as mangas “Alphonso”.

http:/en.wikipedia.org/wiki/Afonso_de_Albuquerque

Fernão Mendes Pinto




FERNÃO MENDES PINTO (1510-1583), nasceu em Montemor-o-Velho, na Beira Litoral. Passa por ter feito parte da primeira expedição portuguesa que logrou alcançar o Japão, em 1543, sendo como tal um dos responsáveis pela introdução das armas de fogo naquele país. Este espantoso escritor e viajante do século XVI, o maior depois de Marco Polo, é o autor de um dos maiores livros da história de todas as literaturas - Peregrinação. Viajante insatisfeito, homem com sete fôlegos, andou vinte anos pela Índia e pelo Oriente, conhecendo toda a roda da fortuna e do azar, senhor e escravo, pirata e embaixador, mercador e guerreiro, descobridor de terras e até missionário. Segundo ele escreveu, mais tarde, foi treze vezes cativo e dezassete vendido. Não houve terras e mares do cabo do mundo por onde ele não andasse: Abissínia, Arábia, Malaca, Sumatra, Java, Pegu, Sião, China e o Japão, onde ele introduziu a espingarda, coisa que essa gente jamais havia visto. Foi também companheiro do espanhol S. Francisco Xavier. E, depois desta longa e trabalhosíssima peregrinação, volta ao reino, demorasse quatro anos em Lisboa, acabando por se recolher a Almada, onde escreveu a história das suas aventuras. Portanto, a vida de Fernão Mendes Pinto poderá ser dividida em três fases. A primeira fase da sua vida vai desde 1509/ 1510 a 1537 e engloba a sua infância, a sua adolescência e juventude vividas em Portugal. A segunda fase da sua vida vai desde 1537 a 1558 e é caracterizada pela vida de aventuras, naufrágios, lutas e sofrimentos no mar. A terceira fase da sua vida iniciou-se em 1558 com o seu regresso a Portugal e irá terminar em 1583 com a sua morte em Almada.

Fernao Mendes Pinto (1510-1583), was born in Montemór-o-Velho, in Beira Litoral. He was part of the first Portuguese expedition succeeding in Japan, in 1543, he is recognized as one of those responsible for the introduction of firearms in the country. This amazing writer and traveller of the sixteenth century, the largest after Marco Polo, is the author of one of the greatest books in the history of all literature-Pilgrimage. One dissatisfied man with seven breaths, walked twenty years through India and the East, knowing all- the wheel of fortune and misfortune, master and slave, pirate, and ambassador, merchant and warrior, the discoverer of land and even missionary. As he wrote later, he was thirteen times in prison and seventeen sold. There was no land and seas at the end of the world where he didn’t go: Abyssinia, Arabia, Malacca, Sumatra, Java, Pegu, Siam, China and Japan, where he introduced the shotgun, something that we never had seen. A Spanish fellow S. Francisco Xavier also went with him. And after this long and full of work pilgrimage he came back to the kingdom, it took four years to get to Lisbon, and eventually go home to Almada, where he wrote the story of his adventures.
Therefore, the life of Fernao Mendes Pinto may be divided into three phases. The first phase of his life ranging from 1509 / 1510 a 1537 and covers his childhood, his adolescence and youth, when he lived in Portugal. The second phase of his life goes from 1537 to 1558 and is characterized by life's adventures, shipwrecks, struggles and sufferings at sea. The third phase of his life began in 1558 with his return to Portugal and ended in 1583 with his death in Almada.

Fernao Mendes Pinto (1510-1583) gimė Montemór-o-Velho viloje,

Beira Litoalyje. Jis dalyvavo pirmoje portugalų ekspedicijoje į Japoniją 1543m. Jis yra atpažįstamas kaip vienas iš atsakingų už šaunamųjų ginklų pristatymą į šalį. Šis nuostabus šešiolikto amžiaus keliautojas ir rašytojas, žinomiausias po Marco Polo, yra vienos geriausių knygų literatūros istorijoje - “Piligrimystė”- autorius. Vienas nepatenkintas vyras su septyniais kvėpavimais ėjo 20 metų per Indiją ir Rytus, pažindamas visko- laimės ir nelaimių ratą, buvimą ponu ir vergu, piratu, ambasadoriu, prekybininku ir kariu, šalies atradėju ir misionieriumi. Kaip jis vėliau rašė, jis buvo septynis kartus kalėjime ir septynioliką kartų parduotas. Nebuvo jokios žemės ar jūros pasaulio pabaigoje, kuri jis nebūtų nuvykęs: Abisinija, Arabija, Malaga, Sumatra, Java, Pegu, Siamas, Kinija ir Japoniją, kurioje pristatė šaunamąjį ginklą, kažką ko niekas tuo metu dar nebuvo matęs. Draugas ispanas S. Francisco Xavier keliavo kartu. Po ilgos ir darbingos piligrimystės jis grįžo į karalystę, prireikė keturių metų, kad jis grįžtų į Lisaboną, ir pagaliau grįžtų namo į Alemandą, kur jis parašė savo nuotykių istoriją.

Taigi Fernao Mendes Pinto gyvenimas gali būti padalintas į tris fazes. Pirmoji fazė- gyvenimas nuo 1509/10m. iki 1537m. apimantis jo vaikystę, paauglystę ir jaunystę kai jis gyveno Portugalijoje. Antroji fazė tęsiasi nuo 1537m. iki 1558m. ir yra apibūdinama kaip gyvenimo nuotykiai, žlugimai, kovos ir kančios jūroje. Trečioji jo gyvenimo fazė prasidėjo 1558m kai jis grįžo į Portugaliją ir baigėsi 1583m. jo mirtimi Alemandoje.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernão_Mendes_Pinto

http://atelier.hannover2000.mct.pt/~pr304/Personalidades/FERNAO%20_MENDES%20_PINTO.htm

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Teófilo Braga - o primeiro Presidente de Portugal

Joaquim Teófilo Fernandes Braga, escritor e político português. O ambiente hostil em que vive, a que se junta a morte prematura da mãe, tornam-no um inconformista, como a sua vida política vem a confirmar. Matricula-se em Direito na Universidade de Coimbra em 1861 e vem a doutorar-se em 1868, sendo escandalosamente preterido para lente por razões políticas, facto que se repete na candidatura à Escola Politécnica do Porto. Entretanto, participa na Questão Coimbrã (1865-66), fazendo parte da ala esquerda que tem Antero de Quental como líder, com o panfleto Teocracias Literárias. Em Lisboa lecciona, de 1872 até à implantação da República, Literaturas Modernas na Escola Superior de Letras, levando de vencida Luciano Cordeiro e Pinheiro Chagas, candidatos ao mesmo lugar. Destaca-se na luta contra a monarquia e bate-se pela implantação da República, envolvendo-se mesmo numa feroz polémica com Antero de Quental. É um dos fundadores do Partido Republicano Português, mantendo sempre uma tendência socializante e claramente anticlerical. Aquando da Revolução de 1910, é o presidente do sua Direcção. Chefia o Governo Provisório da 1.ª República, até Setembro de 1911, cerca de onze meses. Em Maio de 1915 substitui Manuel de Arriaga como presidente da República, cargo que desempenha até 5 de Outubro desse ano.

Teofilo Braga, Portuguese writer and politician. Untimely death of his mother makes Teofilo a maverick as his political life had confirmed. He studied law at the University of Coimbra in 1861 and tried had his PhD in 1868. He was turned down for political reasons which made him repeat the application to the Polytechnic School of Porto. Braga teaches in Lisbon for few years. Fights against the monarchy and supports the idea of Portugal becoming republic.He is one of the founders of Portuguese Republican Party yet he supported some socialist ideas and was strictly anticlerical. During the Revolution of 1910, he was the chairman of its Executive Board. After revolution he was first Portugal president until September 1911 approximately eleven months. In May 1915 replaces Manuel de Arriaga as president, in that position he plays up to 5 October that year.

Teofilis Braga žymusportugaų rašytojas bei politinis veikėjas. Ankstyva motinos mirtis sutvirtina Teofilio charakterį vėliau tai atsiskleidžia ir jo politinėje veikloje.Jis studijavo teisę Coimbros Universitete baigęs bandė ten įgyti mokslų daktaro laipsnį, tačiau dėl politnių priežaščių jo nepriima į doktarantūros studijas. Braga mokytojavo keletą metų Lisabonoje . Kovojo prieš monarchizmą pasisakė už Portugalijos tapimą respublika.Buvo vienas iš Respublikonų partijos steigėjų, nors palaikė kaikurias socialistų idėjas bei buvo antiklerikalas.Per revoliuciją buvo jos vykdomojo komiteto lyderis. Po jos tampa pirmuoju Portugalijos prezidentu. Juo išbūna 11 mėnesių pasittraukia iš posto, po kelių metų vėl tampa prezidentu pakeisdamas Manuelį de Ariagą. Šį kartą poste išbūna taip pat neilgai - apie pusę metų.